Enter your search terms:

Impactos ambientais: como a tecnologia pode ajudar

A resolução nº 001, de 23 de janeiro de 1986, do Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA) considera impacto ambiental “qualquer alteração das propriedades físicas, químicas e biológicas do meio ambiente, causada por qualquer forma de matéria ou energia resultante das atividades humanas que, direta ou indiretamente, afetam: I – a saúde, a segurança e o bem-estar da população; II – as atividades sociais e econômicas; III – a biota; IV – as condições estéticas e sanitárias do meio ambiente; V – a qualidade dos recursos ambientais”.

A mesma resolução estabelece ainda que, para atividades modificadoras do meio ambiente como estradas, ferrovias, portos, linhas de transmissão de energia elétrica, é necessária a realização do Estudo de Impacto Ambiental (EIA) e do Relatório de Impacto sobre o Meio Ambiente (RIMA) para o licenciamento destes tipos de empreendimentos.

O mesmo documento do CONAMA demonstra que toda atividade realizada pelo homem tem como consequência algum impacto ambiental positivo ou negativo. Mas você sabe como muitos desses impactos ambientais podem ser previstos e até minimizados? Utilizando algo que, atualmente, está muito presente na vida da maioria das pessoas: a tecnologia.

 

Como unir tecnologia e gestão ambiental?

É bastante comum relacionarmos tecnologia com startups, fintechs ou simplesmente a empresas inovadoras. Porém, o desenvolvimento da tecnologia já alcança diversas áreas – inclusive a do meio ambiente.

Algumas  tecnologias ambientais já são conhecidas há mais tempo, como é o caso dos sistemas geradores de energia solar ou eólicos, e outras tem ganhado força e espaço no mercado. Por exemplo, os softwares e aplicativos de geoprocessamento são uma nova forma de melhorar a gestão de um projeto ambiental. Com este tipo de solução o investidor ou empreendedor pode acompanhar suas obras em áreas remotas sem a necessidade de estar em campo.

Quando falamos de gestão ambiental, o geoprocessamento pode ser uma excelente tecnologia  para o monitoramento de áreas críticas ou sensíveis de um empreendimento. Além disso, pode melhorar, e muito, a aplicação dos programas socioambientais exigidos por lei. Ações de controle para flora e fauna, acompanhamento de alterações relativas à obra e ao impacto social do empreendimento são algumas das atividades que podem ser melhor atendidas com o uso de tecnologias de geoprocessamento.

As vantagens de um  sistema de gestão ambiental georreferenciado

Antes de mais nada, é importante entender o que é um sistema ambiental georreferenciado. Na verdade é muito simples e, hoje, já faz parte do nosso cotidiano. Imagine o seguinte: cada ponto na superfície terrestre tem um endereço. Ou seja, uma coordenada que  posiciona este ponto na latitude e na longitude da Terra. É exatamente esta tecnologia que permite ao GPS nos orientar todos os dias quando nos deslocamos na cidade.  

Sendo assim, para que a execução de um trabalho de gestão ambiental seja bem-feita, é fundamental  que as informações obtidas em campo tenham um endereço preciso. Diante disso, utiliza-se a tecnologia WebGIS que, através do Sistema de Informação Geográfica (SIG ou GIS, em inglês), consegue identificar com precisão a localização de um ponto de campo e transferir essas informações para os gestores do projeto, independente de onde eles estiverem. 

 

 

Por meio desta tecnologia, os técnicos de campo podem tirar fotos com dispositivos móveis (tablets ou celulares) para registrar ocorrências nos locais de trabalho e enviar esses dados para o escritório, facilitando o trabalho de todos. Essa é a maneira que muitos investidores tem encontrado para minimizar ou prever os impactos ambientais que podem ser causados em seus empreendimentos.

 

E para não perder nenhum post do nosso blog, inscreva-se na nossa newsletter: